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E hoje será assim...

Terça-feira, 24.02.09

 

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por Paula Patricio às 12:53

De madrugada foi assim ...

Terça-feira, 24.02.09

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por Paula Patricio às 12:49

É Carnaval...

Segunda-feira, 23.02.09

Hoje é véspera de Carnaval e, para quem adorava festejar esta época, estou como se fosse um dia normal.

Por esta hora, caso estivesse na minha terra, já tinha ido ao cabeleireiro, tinha a cesta com o farnel pronta, estaria a maquilhar-me e a pôr-me bonita para passar a noite na folia dos grandes bailes do Coliseu Micaelense.

 

As saudades que eu tenho dos Bailes do Coliseu e de toda a sua magia!!!

 

Participar nos Bailes do Coliseu Micaelense requer um certo ritual.

O vestido é pensado meses antes do Carnaval. É impensável levar o mesmo que usamos no ano passado. Apesar de ninguém se lembrar da roupa que nós levamos, nós lembramo-nos e isso é o suficiente. Depois temos toda a 2.ª feira a pensar no Grande Baile. Quer trabalhemos ou não, fazemos com que na nossa agenda esteja marcada uma ida ao cabeleireiro. Há quem marque com os amigos um jantar antes, para começar a alegrar a malta e, a partir das 23:00, todos os caminhos vão dar ao Coliseu.

 

Lá encontramos os amigos de sempre e começa a folia. Saltamos de camarote em camarote, dançamos, bebemos, comemos, falamos, rimos, choramos (depois de muitos copos) e dançamos, dançamos, dançamos até a noite ficar dia e até que alguém da organização vai até ao palco e diz a célebre frase: "Meus amigos, é hora de ir embora! Para o próximo ano cá estaremos de novo à vossa espera!"

 

Saímos e vamos tomar o pequeno-almoço ao "Mascote" ou ao "Café Royal".

Caso não haja lugar nos cafés, sentamo-nos nos degraus da Igreja Matriz de Ponta Delgada e comemos o que restou da noite. Mas, a essa hora, o que apetece é um cafézinho e não gin ou vodka e lá esperamos pela nossa vez para tomarmos o nosso café.

 

Para os mais fortes, o Carnaval ainda agora começou!

Vamos para casa mudar de roupa e voltamos para Ponta Delgada para a Batalha d'Água que se realiza na Avenida Marginal.

 

As saudades que tenho do Carnaval no Coliseu!

As saudades que tenho dos momentos que lá passei!

As saudades que tenho da minha terra!

 

Lá não há samba nas ruas, com gajas descascadas, a tremer de frio e a sonharem que estar a sambar no Carnaval do Rio. Lá o Carnaval é genuíno e tem as suas tradições!

 

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por Paula Patricio às 18:55

Carnaval na ilha de São Miguel

Segunda-feira, 04.02.08

 Hoje é véspera do entrudo. Por todo o mundo, onde este dia é comemorado, esquecemos as tristezas e tudo é folia.

É meu dever, como boa açoriana que sou, relatar como se brinca ao Carnaval na ilha de São Miguel.

Por esta hora, estamos a preparar-nos para o grande baile de gala no Coliseu Micaelense. Elas passaram o dia no cabeleireiro, eles a trabalhar. Depois do dia de trabalho estar passado, elas vestem os seus lindos vestidos de gala, eles os seus smoking. Como a noite vai ser longa e é preciso ter forças para aguentar o ritmo da banda, todos levam cabazes ornamentados com serpentinhas.

O giro é ir cedo e ficar a topar quem entra

Estão todos tão lindos. Mas o giro é ver as mesmas pessoas pelas 02:00 ou 03:00 da manhã. Entram belas, saem monstros (monstrinhos, vá lá)

Mas é giro! É tradicional!

O Coliseu Micaelense inaugurou-se a 10 de Maio de 1917. Na altura chamava-se "Coliseu Avenida" e desde sempre aquele imóvel é sinónimo de diversão para a sociedade micaelense. Para além dos filmes, do circo, das exposições, era o sítio onde a nata da sociedade micaelense ia passar as noites de carnaval.

Segundo Fátima Sequeira Dias, autora do prefácio ao livro Coliseu Avenida, Símbolo duma Geração, de José Andrade, "o Coliseu (...) foi concebido para oferecer grandes espectáculos (...)".

É tradição, ainda, para as camadas mais jovens, só sairem do Coliseu Micalense quando alguém da organização sobe ao palco e diz a frase: "Minha gente, vamos lá embora porque para o próximo ano há mais." E ver toda a gente a sair, a descer a avenida a caminho do Café Mascote para tomarem o pequeno-almoço.

Os mais valentes têm forças para ir até casa e prepararem-se para a Batalha de Água (ou Batalha das Limas) que decorre na Avenida Infante D. Henrique. 

A minha batalha era feita na cama a dormir. A noite tinha sido muito longa, também eu chegava a casa como um monstrinho. Os contos de reis que tinha gasto no cabeleireiro já tinham desaparecido; a maquilhagem era uma miragem; os pés uma lástimas ... mas não havia problema! Saíamos do Coliseu já a pensar no próximo ano.

Tenho saudades do Carnaval micaelense! Vale a pena o dinheiro que se gasta! Vale mesmo a pena.

 

 

 

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por Paula Patricio às 20:58


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